sábado, 12 de setembro de 2015

Estou com câncer e agora?

Quem acompanha o blog sabe que há quase quatro anos enfrento uma luta contra o câncer.

Algumas vezes comentei sobre o assunto aqui no blog,  mas como o assunto principal é culinária, acabei não focando muito no assunto. Não sabia ao certo o que vocês achariam, e deixei para lá.

Pensei bastante sobre fazer essa postagem e acabei chegando a conclusão que vou sim expor minha vivência e realidade, já que poderá servir de alerta para muitas pessoas. Se eu conseguir ajudar uma só pessoa que seja, já ficarei muito feliz. Então espero do fundo do coração que meu depoimento sirva para você se cuidar melhor, sirva para você descobrir o que tem e que possa dar forças para você ou alguém que conheça enfrentar essa batalha.

Fui diagnosticada aos 30 anos de idade com adenocarcinoma, estágio IV. Numa tarde quente de outubro de 2012, fui em mais uma consulta, de dezenas com diversos especialistas diferentes, acompanhada da minha irmã e minha mãe.

Desde 2010 mais ou menos, sentia dores que mais pareciam com pedra nos rins, e, curiosamente, realizando exames, constatei ter uma pedrinha ou outra, que acabaram sendo expelidas naturalmente. Tomava medicação venosa e voltava para casa. Passava um tempo, acontecia novamente.

Acontece que os períodos de dores começaram a ficar cada vez menores e o que ocorria a cada três, quatro meses, passou a ser mensal, depois quase todo dia, até chegar ao ponto de eu faltar no serviço. De passar mal no meu local de trabalho e até na rua.

O primeiro passo foi procurar o pronto socorro, faziam exames de sangue, urina e tomografia. Fiquei internada duas vezes por dois dias e me liberavam dizendo que era alguma pedrinha no rim. Um médico chegou a me dizer que era porque eu estava gordinha (até estava acima do peso, mas não sabia que isso causava dor). Enfim, inventavam umas desculpas e acabavam me liberando depois de cobrar pelos exames, leito e tudo mais...

Depois de passar raiva com vários atendimentos nos pronto socorros, com médicos que pareciam ter acabado de sair da faculdade, mas que pareciam se preocupar mais com o penteado ou os sapatos, do que com os pacientes, cheguei à conclusão de procurar especialistas e marcar consultas, para ver se desta forma eu descobriria o motivo das minhas dores.

A partir daí começou a maratona, clínico geral, urologista, ginecologista, ortopedista, gastro, etc... e exames e mais exames... tempo perdido, dinheiro perdido e paciência esgotada. Minha ginecologista é ótima, ela com simples exame de toque descobriu quando estava com problema de vesícula, desconfiou e passou exames e era mesmo pedra na vesícula. E numa outra consulta ela desconfiou do resultado da tomografia, aquela que fiz há um tempinho no pronto socorro, lembra? Pois é, ela achou que o resultado linfonodomegalia blá blá blá era algo a ser pesquisado e que eu deveria ver um especialista.

Fiz uma outra tomografia e levei a um especialista, expliquei a ele que queria muito fazer colonoscopia, já que meu avô materno faleceu de câncer de intestino, e que meu tio materno também teve, mas acabou retirando uma parte do intestino e se recuperou. No entanto, o tal especialista bam bam bam, ficou um tempo falando ao celular, depois me deu boa tarde, leu meu exame e falou que o que eu tinha era problema nos rins e que eu deveria fazer um tratamento.

Sei que depois de passar por tantos médicos, muitos bem renomados, fiquei achando que eu estava ficando louca, com alguma doença psicológica, que vou te dizer, se você caçar, vão te dizer que você tem alguma: é transtorno disso, é fobia social, é toc, etc... alguma coisa eles vão inventar, rs...

Numa tarde de dores absurdas, minha irmã acabou lembrando de um médico ótimo que tinha trabalhado com ela, ele é infectologista e como um sopro de Deus, acabamos indo até ele sem marcar mesmo. Ao chegar no hospital, ele estava na porta e ela foi correndo falar com ele. Muito solícito, ele me encaixou no seu horário e me atendeu rapidamente (eu estava com tanta dor que não conseguia ficar em pé e nem sentada).

Fui consultada como uma consulta deve ser, me perguntou várias coisas, histórico familiar e pediu para ver meus exames. Ele pediu para ver os mais antigos. Entreguei aquela tomografia, aquela, lembra?? Pois é, ele não olhou o resultado, igual muitos médicos que vemos por aí, ele olhou a imagem e através dela sua cara foi fechando, seu semblante mudando, e eu comecei a perceber que era alguma coisa séria. Olhou os outros exames ... Foi bem sincero dizendo que com aquele exame eu já tinha tido um diagnóstico e que não levei a sério. Pode?! Minha irmã ficou vermelha de raiva na hora e foi logo dizendo, quem não leva a sério são esses médicos que não querem nada com a hora do Brasil ... Até parece que eu tinha um diagnóstico e fiquei inerte, aff!!

Ao ver que realmente desconhecíamos o que eu tinha e que eu estava sofrendo bastante com a dor, ele disse que tinha quase certeza que era linfoma (câncer). Eu iria dali mesmo para a internação, faria uma cirurgia que não poderia ser por vídeo, já que o local era de difícil acesso, abririam a minha barriga de debaixo do peito até em cima do umbigo. Após isso seria feito uma biópsia que relataria câncer de quê e quais formas de tratamento.

O que posso dizer? Vou ser bem sincera, eu já esperava por algo do tipo. Minhas dores eram tão fortes, que me contorcia, então só podia ser algo grave. E dei graças a Deus que pelo menos agora estava descobrindo o que era, e que poderia arranjar uma forma de me livrar da dor e de arranjar uma cura (pelo menos era o que achava). Minha mãe e minha irmã, tadinhas, estavam em choque.

Fiquei um mês e uma semana no hospital, foram muitos exames, cirurgia, um dia de UTI. Dor e mais dor. A vida de todo mundo mudou. Quando falamos que descobrimos estar com câncer, na verdade deveríamos falar, minha família está com câncer. Porque toda sua família adoece com você. Você muda toda a rotina e passa a contar com o tempo deles, atenção e dinheiro. Tudo é afetado. Eles passaram a se revezar, fazendo escala de quem ficaria comigo de dia, quem dormiria, ... é horrível ver que apesar de todo mundo fazer com tanto amor e carinho, por sua causa você está atrapalhando de certa forma.

Nesse tempo que passei no hospital estava muito resignada, nunca culpei Deus, nem senti raiva ou algo do tipo. Sempre aceitei que era algo que eu tinha que passar. Porque senão eu não teria passado por dezenas de médicos e nenhum teria descoberto. Eu só me preocupava mesmo era com meus pais, minha irmã e meu esposo, que na época era namorado. Ficava pensando no cansaço dos meus pais, que já não aguentam ficar dormindo numa caminha de acompanhante, ou passar muito tempo nela. Na minha irmã que dormia lá e depois ainda tinha que trabalhar e cuidar da minha sobrinha. Também do Wesley. O tempo que eles ficavam sem comer direito, o gasto absurdo na lanchonete e restaurante do hospital,  que metem a mão mesmo,  já que não há concorrência, gasto com gasolina, enfim...

Durante o período que estava no hospital refleti muito sobre as pessoas, sobre o que realmente é importante. Passei por uma fase confusa porque não sabia se deveria levar para frente meu namoro. Acabei terminando tudo. Depois de um período curto acabamos reatando, noivando e casando. 

Ás vezes fecho os olhos e lembro exatamente do momento em que me disseram que estava com câncer sim, que o meu câncer primário foi no intestino, mas que no momento já era estágio IV (último) e que já tinha se espalhado para o fígado, pulmão e linfonodos. Nessa hora todo mundo já imagina meses de vida e o mundo desaba. O mais duro não foi ouvir o diagnóstico, o mais duro foi ver a dor das pessoas que me amam.

Do momento que fiquei sabendo da minha doença até hoje, passei por alguns estágios. Num primeiro momento, não queria demonstrar minha tristeza, porque a tristeza já era muita no semblante de todos, e eu não conseguia sequer chorar, queria mostrar que iria enfrentar tudo sem reclamar e confiante.

Passei por quatro tipos diferentes de quimioterapia. Tive diversas mudanças no corpo, cabelo, pele e unhas. Logo após a primeira quimio, resolvi cortar meu cabelo na altura dos ombros. Sabia que minha quimio não era aquela que cairia os cabelos todos até ficar careca, mas resolvi assim mesmo. Achei que era para marcar esse novo momento. Foi até bom cortar porque fiquei com muitas falhas no cabelo. Eles ficaram bem ralinhos, eu, que tinha tanto cabelo, agora tinha que dar várias voltinhas no prendedor. Minhas unhas escureceram, a cor dos meus lábios também. A medicação me deixou muito inchada. Náuseas, vômito e diarreia passaram a fazer parte do meu cotidiano.

Logo quando saí do hospital, o que mais me incomodava era que não conseguia ter mais uma vida normal. Tive que parar de trabalhar, obviamente minha renda caiu absurdamente. Não tinha ainda planejado uma aposentadoria privada, e acabei tendo que receber a merreca que o INSS paga. Ainda bem que mesmo sendo autônoma eu já pagava contribuição. Tudo foi muito difícil, acostumar com ganhar menos, depender da ajuda dos meus pais e minha irmã financeiramente e também para fazer outras coisas... é como se eu voltasse a ser criança do dia para a noite.

Com o passar do tratamento temos que enfrentar dilemas como todo mundo te passando uma receitinha caseira para a cura do câncer. Foi babosa, none, graviola, simpatias, etc... Sei que as pessoas falam com o maior carinho, sei que se preocupam, mas tinha momentos que não aguentava mais a mistureba, rs...

O tratamento funciona assim, fazia a quimio a cada quinze dias, tomava a medicação via catéter (coloquei um) por umas cinco horas, ia para casa com uma bolsinha que tirava dois dias depois. Fazia exame de sangue a cada quinze dias e ressonância magnética do abdomen superior e da pelve, e tomografia do tórax a cada três meses. Aí era verificado se a medicação fez efeito ou não. Quando mantinha estável a gente continuava, quando aumentavam as lesões, a medicação era alterada.

Passei por mais três quimio diferentes. E em dezembro fiz radioterapia. No meu caso fiz para tentar aliviar as dores, que sempre senti. A radioterapia é utilizada para diminuir o tumor (muito eficaz no caso da pessoa ter o câncer localizado em determinado local), para diminuir hemorragia, ou para diminuir a dor.

Muitas pessoas me perguntam sobre as dores que sinto. Eu sempre senti dor desde o início porque já descobri minha doença em estágio IV, ou seja, bem avançado, já com câncer metastático, ou seja, metástase é quando o câncer espalhou para outro local. Em outros estágios, o câncer não causa dor, e até um dos problemas é que por não sentir dor, a pessoa não procura um médico e acaba não conhecendo que está doente. Por isso chamam o câncer de doença silenciosa. As pessoas detectam o câncer geralmente através de exames rotineiros.

No meu caso sempre me cuidei, fazia exames periódicos, mas a colonoscopia é um exame que não é pedido para pessoas mais jovens, da mesma forma acontece com a mamografia. Então sugiro para quem tem casos na família de câncer, que mesmo sendo jovens, insistam com seus médicos para realizar os exames. Cada vez mais jovens se surpreendem com essa doença. E eu por experiência própria e pela quantidade de pessoas que vejo na clínica, o número é bem superior ao que as pessoas pensam.

Vou continuar esse post, mas por hoje vou parar por aqui, até porque vocês vão ficar cansados de ler...

Confira postagem sobre Dicas alimentares para pacientes com câncer.

23 comentários:

Paula Armada disse...

Olá! Acompanho seu blog há algum tempo, mas nunca comentei. Fiquei sensibilizada com a sua história, mas não de um modo relacionado a pena, mas pela força e coragem que exalam das suas palavras! Gostaria de dizer que estou orando por você e sua família! Felicidade e luz nos seus caminhos!

Andrea Bitencourt disse...

Olá Nane!
Obrigada por compartilhar sua história, além de ser um desabafo, acredito que vá sim ajudar muitas e muitas pessoas que passarem por aqui.
Beijos!

Mônica L. Costa disse...

Querida,
Não sei seu nome, mas adoro os seus posts, eles sempre me adiantam, mesmo sendo desta vez um diferente, como este que mandou.
Parabéns pelo exemplo, o seu texto está bem escrito e mostra emoção, mas sem auto-piedade. Não tenho cãncer, que eu saiba, mas me lembrarei sempre do seu depoimento, caso tenha que me deparar com isto algum dia. Acho positiva a sua coragem e um modo leve de encarar a doença. E o que é mais importante, você tem a ousadia de mostrá-la, sem pieguices bobas.
Muito obrigada por tudo, e eu acho que sendo do modo como é, vai se sair bem e dar a volta por cima.

Um abraço carinhoso,

Mônica Leite Costa

regina(bronzeadérrima) disse...

Olá Eliane, desde que vc descobriu o cancer, venho acompanhando, o desenrolar , já conversei com sua mãe via net, e já cheguei ligar pra ela logo assim que eu soube, deduzo o que vc passa,na minha familia materna, são vários tios e primos, que morreram com o problema, alguns lutaram muitos anos, outros mais rápido...eu e a sua tia Nilcéa, tivemos na tireoide, qdo retiramos e acabou...sempre penso e oro por vcs...vcs fazem parte da minha familia.......então força e fé, a luta de vcs é bem gde....mas desejo sempre o melhor pra vcs....bjos e beijos..

regina e cia

Nane Cabral disse...

Oi Paula, obrigada. Fiquei muito feliz com seu comentário. Volte sempre que puder. Bjs 😘

Nane Cabral disse...

Oi Andrea, obrigada por ter dedicado um tempinho à minha história e a comentar. Espero mesmo que consiga ajudar alguém. Volte sempre que puder. Bjs 😘

Nane Cabral disse...

Olá Mônica, obrigada pelo comentário. Meu nome é Eliane, mas as pessoas me chamam de Nane. Fiquei muito feliz que tenha se dedicado a ler esse post enorme, rs... Volte sempre! Um ótimo final de semana!! 😘

AUDENI OU Dona Mocinha disse...

Oi Nane, minha mãe teve câncer de mama em 2001 e se curou, faleceu em 2012 aos 72 anos de vítima de algo que nem sei até hoje, pq. foi inesperado, mas com certeza nada a ver com o câncer.
Tenho amigas que tiveram câncer de mama e se curaram - uma destas amigas tinha diagnóstico de extrair os 2 seios, quase pirou na época, extraiu somente 1, está curada e muito bem graças a Deus!

A FORÇA, A FÉ, A CORAGEM DE ENFRENTAR TUDO POR MAIS DOLORIDO QUE POSSA PARECER É A CURA.
TENHA PENSAMENTOS POSITIVOS, LUTE, QUEIRA VIVER, CONVERSE COM DEUS, ELE TE OUVE.
EU ACREDITO MUITO NA FORÇA DO PENSAMENTO, DA VONTADE, VC. ESTÁ CONSEGUINDO, É UMA VITORIOSA, A GUERRA É FEITA DE VÁRIAS BATALHAS, E VC. ESTÁ VENCENDO TODAS.
A família, os amigos, o apoio que está recebendo fortalecem, ganhou mais uma amiga, se quiser e puder, me escreva, me ligue, fique a vontade - no blog tem meus cels. e whatsapp.

VOCÊ É UMA VITORIOSA!

Beijos e ÓTIMO FINAL DE SEMANA A VC. E FAMÍLIA

Audeni
audenisilva@gmail.com

Alice Rodrigues disse...

Sempre acompanho seu Blog e fiquei sensibilizada com sua estória,também acredito que o que a gente tem que passar ninguém passa por nós e pelo seu relato vc está superando de forma digna graças ao apoio dos que te amam,vou continuar lendo o restante do seu depoimento e torcendo pela sua total recuperação!! Bjs carinhosos 💜

Liliane disse...

Olá
Impressionante como a vida nos coloca em situações difíceis.
Imagino que não é fácil.
Estou preocupada pois uma pessoa próxima está com os mesmos sintomas e pior, não quer ir ao médico.
Temo por ela e por nós todos.
Mas vc está se recuperando aos poucos né.
Teve pessoas ao seu lado que te amam. Isso é uma grande vitória.
Admiração por vc.
Com carinho

Janise Bottin Suardi disse...

OLÁ, NANE!
Emocionante demais teu depoimento. É uma situação complicada, bastante assustadora, e eu, infelizmente, estou com parente bem próximo nesta situação. A gente não pode demonstrar tristeza, medo, mas não é fácil. Principalmente, quando a gente reconhece na pessoa uma enorme vitalidade e nunca haveria de dizer que ela está doente. Mas a vida sabe pregar peças e nos engana facilmente. Boa sorte pra você e que Deus ampare a todos! Um forte abraço.

Nane Cabral disse...

Oi Regina. Obrigada pelo carinho e também por ter ligado para minha mãe. Com certeza foi bom para ela, já que o baque é enorme para os pais né? Beijos,

Audeni, obrigada por ter compartilhado comigo alguns acontecimentos. Muitas vezes olhamos os casos ao redor para ganhar força, renovar a esperança, etc... Bjs,

Alice, agradeço o carinho e espero você sempre por aqui. Beijos,

Liliane, os médicos alertam também para outros sintomas, no caso do câncer de intestino, como sangramento e um ruim funcionamento do intestino. No meu caso não tive esses sintomas, o que dificultou ainda mais a desconfiar da doença. Se Deus quiser não há de ser nada grave com seu ente querido. Beijos,

Janise, sinto muito por você ter um ente querido nessa situação. O que posso te dizer é que quem está doente reage de diversas maneiras, então, só você mesmo poderá analisar como agir diante do paciente. Tem gente que gosta de falar no assunto, outros não. Mas de uma coisa eu tenho certeza, você tem todo o direito de sentir sua dor, porque não é só o doente que sofre, quem está em volta também. Claro que ficar chorando ao lado da pessoa não é adequado, mas você tem direito de ficar triste sim e sofrer também essa dor. O que ajuda muito é participar de terapia em grupo ou conversar com um psicólogo. Bjs,

Fatima Joaquim disse...

Bom dia. Ha muito tempo que sigo o seu blog, mas acho que e a 1a vez que comento. Desejo do coraçao que fique boa. Deus e grande e vai ajudar voce. Um feliz domingo para todos, bjos

Valeria Cabral disse...

Olá Paula,
Eu sou a irmã da Nane e te digo que ela é mesmo uma guerreira. Na verdade, a pessoa mais forte e valente que eu conheço! Ela passa por cada desafio e nunca a vi reclamar ou se lamentar! É impressionante a garra dessa menina... Obrigada pelo carinho! Um beijo

Valeria Cabral disse...

Como é bom ler cada comentário! Imagino para a Nane! Fico muito feliz com o carinho de vocês com a Nane! Ela merece! Bjs

Elaine Grasielle Menezes Santos disse...

Mulher forte e guerreira, te admiro cada vez mais. Muito legal ajudar pessoas que passam por isso, e também aquelas que precisam ser fortes assim como você em alguns momentos da vida.
Te adoro , Bjos !!!

Fabio Moral disse...

Boa noite Eliane,
Não temos mais tanto contato e acredito que por isso não fiquei sabendo antes, admiro sua força e coragem, você irá vencer essa batalha.
Fabio Moral seu ex-vizinho.

Vicentina disse...

Nane querida
Li seu relato já faz uns dias e fiquei pensando comigo o que te dizer aqui nos comentários.
Já conversamos pelo face algumas vezes e sei de sua história.
Este texto só veio afirmar pra mim a guerreira que é você, não são todas as pessoas com esta fibra, você sabe que te admiro muito.
Amiga querida, daqui rezo por você torcendo pra que supere esta faze com a ajuda de Deus e dos que te amam.
Linda sua família.
Tenha um lindo dia
Bjs

Rosa disse...

Nane querida, que emocionante e, ao mesmo tempo, lúcido o realista o seu texto. Parabéns por decidir compartilhar sua experiência como alerta a outras pessoas. Sua força é extraordinária, sua maneira leve de abordar um assunto tão delicado chega a ser comovente... Tenho uma amiga que está passando por uma situação semelhante, vou repassar seus relatos a ela, com certeza serão de grande valia. Que Deus abençoe a sua vida e restaure a sua saúde. Abração.

Graziela Ganen disse...

Olá Meiguinha!
Fiquei emocionada ao ler sua postagem.
Não esperava outra reação de uma pessoa determinada como você, apesar de não nos vermos ha um tempinho, lembro bem da visita que te fizemos.
E o que ficou marcado em nós, foi exatamente a sua honestidade consigo mesmo em relação ao eu tratamento e o amor da sua família tão bacana.
E se temos que passar por momentos de luta que seja assim, com muito amor e carinho! Força e fé em Deus!
Beijo Grazi,Lari e Marcos

Unknown disse...

Prima, eu não imaginava que você tinha passado por isso tudo. Me emocionou de verdade. Gostaria agora de poder te dar um abraço bem forte pelo momento que você passa e também, principalmente por tantos anos longe! Fazes parte de minhas orações. Beijo bem grande 💜

chela disse...

Amiga, tenho um orgulho enorme de Você!!
Você é maravilhosa, guerreira, forte.....Deus está no comando e você é uma vitoriosa!
Te amo chela

Wesley disse...

Ei, sou suspeito para falar qualquer coisa. Mas como o homem que está do seu lado o tempo todo, sei o quanto você é guerreira. Como nunca vi ninguém ser. Tenho orgulho de voce. E acho maravilhoso que finalmente resolver escrever sobre o assunto. Não pare, não desista, você é maior ...

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